O que aprendi sobre o luto

Por: Jen (USA)

Quatro anos atrás perdi o meu marido. Ele morreu repentinamente ainda jovem. Eu também já perdi os meus pais. Deste modo, aprendi algumas coisas sobre o luto ao longo da vida, e gostaria de compartilhar isso com a esperança de que sirva de ajuda para outras pessoas.

Existe aquele velho ditado que diz que “é melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado”. Isso é verdade. A tristeza é apenas o preço do amor, e essa dor vale o custo.

Menos verdadeiro é o ditado de que “o tempo cura todas as feridas”. As cicatrizes permanecem. Você mudou para sempre. Isso torna parte de quem você é. Embora seja difícil encontrar pontos positivos em tal dor, isso o faz uma pessoa mais compassiva e empática. Não espere ser quem você era antes.

As pessoas esquecem. Não as julgue. Enquanto você se pergunta como o mundo ainda está girando, elas continuam com as suas vidas. E fizemos o mesmo antes de sabermos disso!

Não tenha medo de pedir ajuda nunca. Quando você faz isso, as pessoas podem ser incríveis quando têm a chance.

Também não existe uma maneira certa de lidar com o luto. É diferente para todos. Se você quiser falar sobre isso, fale sobre isso. Se não quiser, não fale. Faça o que for melhor para você. Dito isso, veja nas linhas acima como pedir ajuda. Se você não se permite sentir e viver a dor, conversar com alguém realmente ajuda. Nunca se sinta só. Se você precisar de medicação, tome medicação. É difícil passar por isso quando também se espera que você seja um ser humano funcional. Faça com que seja o mais fácil possível para você.

Pessoas, não solicitadas, darão conselhos. Mesmo que tenham passado por algo semelhante, a situação de todos é diferente. Saiba que elas têm boas intenções.

Você observará outros que estão passando por algo semelhante, talvez em anos diferentes, e verá alguns parecendo seguir em frente rapidamente e outros que ficaram “presos”. Nunca os julgue. O que é certo para uma pessoa não será certo para outra. Siga o seu próprio ritmo. Não se compare aos ritmos em que outros “parecem” progredir. Seja gentil consigo mesmo.

O luto também não é uma competição. Costumo ouvir que não há nada pior do que esse tipo de luto… ou daquele outro. Se as pessoas são vulneráveis o suficiente para compartilhar sua dor com você, nunca as diminua. Muitas vezes ouço comentários sobre pessoas que morreram na velhice ou após uma longa doença. Como se a dor fosse menor. Não faça isso. Não é útil.

Não deixe que a dor se torne você… não deixe que seja a sua identidade. Você nunca sabe o quão forte você é até que tenha sido testado. Você vai se surpreender.

Finalmente, você pode nunca ser “melhor”, mas ainda pode viver, e a vida, como você deve ter aprendido, é o mais precioso dos presentes. Nunca perca a esperança e procure aquelas fendas de luz que surgem através da escuridão.

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